Tudo sempre será pouco, porque nada nunca vai ser tudo.

Sobre mim

Costumo dizer que descobri o que "queria ser quando crescer" aos 33 anos, quando pus pela primeira vez os pés numa sala de aula como professor. Mas minha história é um pouco mais longa do que isso.

Hoje sou um profissional de TI, após 16 anos no mercado, como Analista de Negócios, Analista de Sistemas, Desenvolvedor e Especialista em projetos. Minha formação em informática é decorrente da experiência no mercado, alguns cursos que fiz de Visual Studio e cursos rápidos da Escola Virtual Bradesco e minha certificação ITIL, mas o ponto nevrálgico desta formação em TI foi a verdadeira faculdade que cursei informalmente durante o período em que lecionei, ministrado por um amigo, verdadeiro gênio, à época mestrando em Engenharia da Computação e hoje Doutor em Engenharia de Defesa Cibernética pelo IME, Luis Cláudio Batista da Silva. Como fosse o único "epistemologicamente embasado" do nosso time de professores, ele graciosa e espontaneamente nos treinou e ensinou durante dois anos, o que considero ter sido o equivalente a 2/3 de uma faculdade de TI.

Acabei me formando em pedagogia, muito em função do que vi e vivi como professor (de Análise de Sistemas, Programação, Algoritmo e Administração para TI). Conclui um MBA em Sistemas de Informação, para dar fundamento epistemológico à TI presente no meu currículo, pretendo conseguir um Mestrado em Filosofia da Educação, futuramente o Doutorado na mesma área, antes fazendo outra pós em Neuropsicopedagogia, uma área que muito me atrai.

Anyway, comecei minha "vida acadêmica" em 1986, saindo do (à época) Segundo Grau, passando para Engenharia Química na UFRJ. Como não éramos (e ainda não somos) preparados ao final do Ensino Médio para decidir o que fazer pelo resto da vida, em dois meses, descobri que Engenharia Química não era o que eu queria para minha vida.

Então fiz algo do qual não me arrependo nem um pouco. Passei dois anos "cursando" o que chamo de Universidade da vida. Joguei muito pingue-pongue, muita sueca, participei do Diretório Acadêmico, frequentei aulas na Faculdade Letras, na Biologia, assisti aulas das mais diversas disciplinas na EQ (Escola de Química), incluindo uma aula de Cálculo IV, onde achei que estava em outro planeta, participei de passeata na Rio Branco (gritei "Tirem as mãos da Nicarágua", na frente do Consulado Americano) e muito mais. Ainda como diretor de comunicação do DA, tive a alegria de entrevistar o querido e saudoso Horácio Macedo, à época reitor da universidade.

Em 1988, fiz novo vestibular e passei novamente para a UFRJ, desta vez para Administração. Cursei à sério seis semestres e, a um ano de me formar, recebi um ultimato do diretor da empresa onde trabalhava: "Você quer trabalhar ou estudar?". Interrompi o curso, com a intenção de retomar, mas jamais o fiz. De toda a sorte, esses 3 anos de Administração (se fosse hoje, eu teria completado o curso!), foram-me muito úteis na vida profissional. (E ainda são! Não pelo conteúdo, que foi bom, mas do qual já esqueci grande parte e, sim, pela expertise, pela mente aberta, pela capacidade de aprender e de gerenciar situações de conflito que adquiri com os excelentes professores que tive). Cabe dizer que em 2005, tendo sido jubilado na UFRJ, fiz novo vestibular e passei para a UERJ, para tentar terminar Administração, mas, novamente, o trabalho se sobrepôs ao estudo. Cursei um único semestre, tive bons companheiros e um professor de Administração de Pessoal que nos exigiu, ainda no primeiro semestre, um trabalho nos moldes e com o rigor de uma monografia (incluindo um Power Point), para ser feito em grupo de 6. Foi uma ótima experiência acadêmica.

Em 2000, tentei investir numa empresa própria, a FCE Consultoria e Corretagens de Seguros, que acabou não dando o retorno esperado, então fui trabalhar como administrador num pequeno provedor de internet em Piabetá. Éramos apenas 6 funcionários, logo vi-me obrigado a realizar tarefas exclusivas de profissionais de TI, configurar servidores, escrever páginas de internet, além dos trabalhos administrativos e de relacionamento com os clientes.

Um dos clientes era Coordenador de um curso de informática profissionalizante, concomitante com o Ensino Médio. (Parêntese: Sempre gostei de lecionar, na adolescência, ganhava dinheiro dando aulas particulares para alunos de outras séries e até da minha própria série. Fim do Parêntese). Como à época não havia professores de TI com habilidade para lecionar e nem o oposto, profissionais da educação com skill de TI, fui convidado para dar aulas no curso. A história de minha vida na Escola pode ser lida no meu artigo, a experiência na Educação foi enriquecedora e bastante ativa!

Em 2003 comecei a fazer programas e resolver "problemas de informática" para amigos e pequenos clientes, quando fui "descoberto" para trabalhar na MI - Montreal Informática. Daí, a mistura entre TI e Educação fez a minha cabeça!

O resto da história você pode ver no meu Currículo!